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Agentes da PJ abrem guerra contra Pinto Monteiro
A actuação do procurador-geral da República no combate à violência na noite do Porto está a provocar fortes reacções de repúdio na Polícia Judiciária (PJ). Primeiro foi o director nacional da Judiciária a emitir um despacho interno em que mostra fortes discordâncias com Pinto Monteiro, agora são os agentes que se viram contra ele e de forma muito agressiva.
A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ, que representa cerca de 90 por cento dos funcionários desta área da Judiciária, emitiu um comunicado interno intitulado Basta! - que nada tem a ver com o despacho do director nacional e que está a ser divulgado este fim-de-semana entre os agentes -, que não poupa críticas ao procurador-geral, especialmente por este ter criado uma equipa especial de investigação chefiada por uma procuradora de Lisboa para o combate aos crimes na noite do Porto.
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Magistrados magoados com inspectores da PJ
O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) aguarda que as "entidades competentes" se pronunciem sobre as queixas da Associação dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) contra o magistrado de Portimão. Em causa, a acusação deduzida por este contra elementos da Polícia Judiciária (PJ) por alegado envolvimento em actos de tortura a Leonor Cipriano, condenada em 2005 pela morte de Joana, a filha de nove anos. Embora António Cluny não tenha especificado quais entidades, a Procuradoria-Geral da República (PGR), a pedido do DN, já disse que, "de momento", nenhum comentário tem a fazer.
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Caso Joana gera conflito entre magistrados e inspectores
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) está indignado com a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), e promete para hoje uma reacção pública, apurou o DN. Em causa, a ameaça do presidente da ASFIC de avançar com uma acção judicial contra o procurador da República que deduziu acusação contra cinco inspectores da Polícia Judiciária (PJ) suspeitos de terem espancado Leonor Cipriano, condenada pelo homicídio de Joana, sua filha. Os magistrados do Ministério Público ficaram surpreendidos ao ouvirem Carlos Anjo considerar a acusação "uma aberração", "infeliz" e "má do ponto de vista jurídico".
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